No Rio Grande do Sul, Zema defende a construção de barragens e melhorias no monitoramento climático
O presidenciável cumpriu agenda na cidade de Feliz (RS) neste sábado (29/8), local afetado pelas enchentes que acometeram o estado em 2024
Por :André Viana
BRASÍLIA - Pela primeira vez na região Sul desde o início da campanha eleitoral, o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu a construção de barragens como forma de prevenção a eventos climáticos extremos. Neste sábado (29/8), o presidenciável visitou a cidade de Feliz (RS), onde uma mesma ponte foi destruída duas vezes por enchentes ao longo dos últimos anos.
"Eu vim aqui me solidarizar com a comunidade (...), que teve no passado essa infelicidade de ter a ponte destruída. O meu plano de governo prevê a construção de barragens para evitar esse tipo de tragédia que acometeu o Rio Grande do Sul, e também um monitoramento muito mais efetivo de diversos cursos d'água para que as comunidades sejam previamente avisadas", disse o candidato.
O Rio Grande do Sul foi a unidade da federação mais atingidos pelas enchentes de maio de 2024. Na época, a chuva excessiva afetou quase 60% do estado, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No total, 184 pessoas morreram, e 806 pessoas ficaram feridas.
Durante a visita, Zema ressaltou que o Brasil precisa de "obras de infraestrutura", que de acordo com o ex-governador de Minas, "se tornam muito mais necessárias em um momento de eventos climáticos extremos, como nós temos vividos com uma frequência cada vez maior."
O candidato afirmou também que, com as reformas fiscais e administrativas que ele pretende fazer caso eleito, o governo conseguiria investir em melhores equipamentos de monitoramento climático. "Um governo que vai enxugar a estrutura do estado, que vai combater a corrupção, que vai fazer uma reforma administrativa, como eu já fiz em Minas, é um governo que vai ter recursos para investir nesses equipamentos, na modernização, para ter uma previsão climática melhor", sustentou.
Reforma na previdência
Ainda em Feliz (RS), Zema voltou a defender uma reforma previdenciária no país. Ao ser questionado sobre o que faria para cuidar da população mais velha, que deve aumentar no Brasil ao longo das próximas décadas, o ex-governador disse que será necessária muita responsabilidade fiscal.
"(O Brasil) está envelhecendo antes de enriquecer, (...) e nós vamos precisar ter responsabilidade fiscal. Caso contrário, nós não vamos ter condição de pagar essas aposentadorias, não teremos condição de fazer as ações sociais necessárias para uma população idosa. E temos um governo que está caminhando no sentido de mandar a conta para a próxima geração. Nós tínhamos é que ter poupança para a próxima geração, já que somos um país que está envelhecendo rapidamente."
De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2070, cerca de 38% da população do país terá mais de 60 anos. Isso equivale a aproximadamente 75 milhões de pessoas. Constatado o envelhecimento do povo brasileiro, Romeu Zema diz que é a favor de realizar uma reforma na previdência.
"Se o IBGE, de acordo com as contas, apontar que nós temos uma maior expectativa de vida, com toda certeza vamos precisar de mais tempo de contribuição."
No dia 22 de agosto, o candidato do Novo já havia declarado a sua posição sobre o assunto. Durante agenda em São Paulo (SP), o político disse que talvez fosse necessário "aumentar o tempo de contribuição de quem está chegando no mercado de trabalho".
Na ocasião, o ex-governador também defendeu a criação de um novo sistema, cujo mecanismo ajustaria automaticamente o tempo de contribuição a medida que a expectativa de vida aumentasse.
Agenda do candidato
Romeu Zema continuará no Rio Grande do Sul neste sábado (29/8). Às 18h, ele comparece a uma reunião com mulheres do Partido Novo, na Câmara de Indústria e Comércio e Serviços de Canoas (RS).
Já no domingo (30/8), o candidato vai à 49ª edição da Expointer, uma exposição animais e implementos agrícolas que é realizada na cidade de Esteio, também no estado. Depois, ele vai à Curitiba, capital do Paraná.


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