Lula concentra propaganda em ações do mandato e Flávio Bolsonaro prioriza eleitorado feminino
Campanha de Lula dedicou 30 segundos para dirigir ataques a Flávio e classificá-lo como "o pior dos Bolsonaros"
Por :Lara Alves
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou a estreia de sua propaganda eleitoral na televisão, neste sábado (29/8), nas ações de seu mandato e na memória de sua trajetória política a partir de 1979. A campanha dele ainda atacou seu principal adversário, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentando acusações e denúncias contra ele e classificando-o como "o pior dos Bolsonaros" — a inserção, contudo, não é diretamente atrelada ao petista.
O horário eleitoral gratuitou exibiu as peças publicitárias de quatro candidatos: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio e Lula, nesta ordem. Conforme a legislação eleitoral, Cury teve 35 segundos; Caiado, 2 minutos e 2 segundos; Flávio explorou 4 minutos e 20 segundos, enquanto Lula usou 5 minutos e 31 segundos.
Lula optou, neste início, por destacar propostas que são bandeiras de seu terceiro mandato. Ele elencou a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a política do ECA Digital e a proposta de emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6 por 1, ainda em tramitação no Congresso Nacional. O presidente também dialogou com a própria trajetória.
Flávio se dedicou à própria imagem e não atacou o PT, nem o presidente Lula. O candidato se propôs à construção de si como pai de família, marido e filho. Ele acenou ao eleitorado feminino e se apresentou ao eleitorado como advogado e empresário, em uma tentativa de não ser lido apenas como herdeiro político do pai. Flávio recorreu à mãe Rogéria, à mulher Fernanda e às filhas para afirmar que é moderado — repetindo o início da pré-campanha quando se apresentou como um "Bolsonaro vacinado".
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado optou por uma estratégia de se apresentar ao eleitorado para vencer o desconhecimento. Ele escolheu atacar o PT e se mostrou como "o primeiro a enfrentar a esquerda no Brasil", exibindo cenas do debate de 1989 com Lula. O candidato do PSD também citou a crise da segurança pública e o endividamento da população brasileira para atacar o primeiro colocado nas intenções de voto.
Augusto Cury, em seus 35 segundos, se apresentou como uma opção à polarização.


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