Atlético atualiza estado de saúde de Ruan Tressoldi após choque com Kaio Jorge

Zagueiro sofreu forte queda no gramado durante disputa de bola com o atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro

Atlético atualiza estado de saúde de Ruan Tressoldi após choque com Kaio Jorge
Zagueiro ficou desolado ao deixar o gramado precocemente no clássico Foto: Flávio Tavares/O Tempo

Por Leticia Seabra

Atlético divulgou nesta quarta-feira (26/8), uma nota oficial sobre o estado de saúde do zagueiro Ruan Tressoldi, que sofreu uma grave queda durante o clássico desta terça-feira (25), no Mineirão, pelas quartas de final da Copa do Brasil, após disputa de bola com o atacante do Cruzeiro, Kaio Jorge.

"Prezados, bom dia!

Depois do clássico de ontem, o zagueiro Ruan realizou exames de imagem que não apontaram nenhuma lesão estrutural na coluna ou no crânio e recebeu alta hospitalar após a avaliação neurológica.

O jogador seguirá o protocolo de concussão da CBF e permanecerá sob acompanhamento do departamento médico durante todo o período de observação".

A lesão de Tressoldi ocorreu no início do primeiro tempo, após disputa de bola com Kaio Jorge. O zagueiro atleticano subiu para disputar uma bola pelo alto e, ainda no ar, foi deslocado pelo atacante cruzeirense, perdeu o equilíbrio e caiu de forma preocupante, atingindo a região do pescoço contra o gramado.

O camisa quatro recebeu atendimento médico ainda no campo e chegou a retornar para a partida. Ruan tentou permanecer por mais alguns minutos, mas não conseguiu continuar e precisou ser substituído pelo jovem Vitão. O protocolo de concussão foi acionado e o jogador será desfalque certo na partida do próximo sábado (29/8), contra o Vitória, pelo Brasileirão.

Como funciona o protocolo de concussão

O protocolo de concussão cerebral no futebol é um conjunto de diretrizes de segurança criado para proteger atletas após pancadas graves na cabeça, regido pelo princípio central de que qualquer suspeita exige a retirada imediata do jogador.

Em campo, ao constatar um choque na cabeça, o árbitro paralisa a partida para que a equipe médica realize uma avaliação rápida de até três minutos. Se o atleta apresentar perda de consciência, confusão mental, desequilíbrio, tontura ou vômito, a sua substituição torna-se obrigatória e definitiva.

Para garantir que a integridade física prevaleça sobre os interesses da partida, a decisão final de retirar o jogador é exclusiva do médico do clube, sem direito a veto por parte do treinador. Além disso, as regras preveem uma substituição extra por concussão que não consome as trocas regulamentares nem as janelas habituais de paralisação. Como medida de equidade esportiva, sempre que um time utiliza essa troca especial, a equipe adversária ganha automaticamente o direito a uma substituição adicional.

Fora das quatro linhas, o processo de recuperação exige um descanso físico e mental inicial nas primeiras 48 horas, evitando inclusive a exposição a telas. O retorno do jogador aos gramados ocorre de forma gradual, passando por exercícios aeróbicos leves e treinos específicos sem contato ou cabeceios.

Por norma de saúde das principais federações, o jogador cumpre um afastamento mínimo obrigatório antes de passar por uma nova bateria de exames e obter a liberação médica definitiva para voltar aos jogos oficiais.