Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço dos Estados Unidos
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22/7), no Palácio do Planalto, uma nova linha de crédito que vai beneficiar também setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor a partir desta quarta-feira. Serão disponibilizados R$ 18,5 bilhões de recursos do Tesouro e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A nova etapa do programa Brasil Soberano vai ampliar o público-alvo beneficiado com as linhas de crédito, disponibilizadas não só para setores atingidos pelo tarifaço, mas também empresas afetadas por conflitos geopolíticos, como a recente guerra no Oriente Médio, entre EUA e Irã.
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, os critérios para adesão ao programa serão definidos posteriormente, durante a regulamentação da medida provisória. “São setores diferentes para ter regras únicas na MP”, informou.
O texto prevê também a criação de um comitê que vai ouvir a demanda dos setores, vai definir regulamentação da MP e vai liberar os recursos conforme a necessidade. Dessa forma, o governo não descarta rever a cláusula de manutenção de pelo menos parte dos empregos das empresas que aderirem ao programa de crédito. Essa foi uma das reivindicações apresentadas pelos setores durante a rodada de conversas iniciada na terça-feira (20/7).
No evento, Lula ainda sancionou o projeto de lei que instituiu a segunda fase do projeto.
Entenda o programa Brasil Soberano 3
De acordo com o governo, R$ 13,5 bilhões virão de recursos não utilizados no Brasil Soberano 1 e das renegociações de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões virão do BNDES.
O público-alvo será exportadores:
- afetados por tarifas comerciais dos EUA, como setores de aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, entre outros;
- estratégicos para a balança comercial
- de fertilizantes
- de minerais críticos e estratégicos
- de setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas.


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