Campanha de Lula pede remoção de posts de Caiado e Renan Santos após debate
Coligação também solicita ao TSE proibição de impulsionamento e multa de R$ 30 mil para cada candidato; ações questionam ataques feitos durante debate da Band
Por :Pedro Nascimento, Brasília
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (26), a remoção de publicações feitas nas redes sociais pelos candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com trechos do debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no último domingo (23).
As duas ações também pedem que os candidatos sejam proibidos de impulsionar os conteúdos e que cada um seja multado em R$ 30 mil. Segundo a campanha petista, os vídeos reproduzem declarações que ultrapassariam os limites da crítica política e configurariam ofensas à honra e à reputação de Lula - que não participou do debate
No caso de Caiado, a coligação questiona uma fala em que o candidato teria associado Lula a suspeitas de lobby e tráfico de influência na Presidência ao mencionar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e as controvérsias envolvendo o filme *Dark Horse*, biografia de Jair Bolsonaro.
Segundo os advogados da campanha, não há relação entre as suspeitas de lobby citadas e a produção do filme. A peça afirma que Caiado teria utilizado um trocadilho para criar uma associação entre Lula e o caso e, com isso, induzir o eleitorado a erro.
Já a ação contra Renan Santos cita seis declarações feitas durante o debate que, segundo a campanha petista, configurariam ofensas à honra de Lula. Entre elas estão os termos usados pelo candidato para se referir ao presidente e a afirmação de que o PT seria "inimigo das polícias".
A campanha afirma ainda que as declarações ganharam alcance depois de serem reproduzidas nas redes sociais dos candidatos e de seus partidos.
As ações sustentam que a liberdade de expressão não protege manifestações que possam caracterizar crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria, nem declarações que desrespeitem a presunção de inocência.
A coligação pede ao Tribunal Superior Eleitoral que determine a retirada dos conteúdos e impeça novas publicações semelhantes. As decisões sobre os pedidos ainda serão tomadas pela Justiça Eleitoral. As campanhas de Caiado e Renan Santos foram procuradas, mas ainda não se manifestaram.


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