Operário x Cruzeiro: onde ver, escalações e arbitragem na estreia de Felipão

Operário x Cruzeiro: onde ver, escalações e arbitragem na estreia de Felipão

Josias Pereira

 

Uma jornada por redenção começa também pela retomada de características fundamentais dentro do esporte, como o respeito. Não que é a camisa do Cruzeiro ou a grandeza histórica do time tenha se perdido em 16 rodadas na Série B. Mas a motivação e o psicológico do time balançaram, refletindo nos resultados e o pífio 19º lugar na Série B, com apenas 13 pontos. 

O que fazer em momentos assim? Buscar um fato novo. E o Cruzeiro o encontrou em Luiz Felipe Scolari. A experiência de quase quatro décadas à beira do campo e inúmeros títulos, dentre eles o mais importante do planeta - a Copa do Mundo -, é a resposta do Cruzeiro. Hoje, contra o Operário, no Germano Krüger, em Ponta Grossa, às 21h30, pela 17ª rodada da Série B, o veterano professor, natural de Ponta Grossa, inicia a jornada pelo resgate da Raposa e a devolução do respeito que o time cinco estrelas sempre conservou nos rivais por toda a parte que foi. 

Será a primeira vez de Felipão na Sérue B desde 1991, quando perambulou na divisão de acesso com o Criciúma, mas concentrou todas as suas forças no objetivo de levar o Tigre ao histórico título da Copa do Brasil do mesmo ano. Ele entrega o que faz. O 7 a 1 também lhe acompanha, o vexame máximo da pátria de chuteiras, mas o resultado não apaga o currículo daquele que está na lista dos treinadores com mais títulos na história do futebol mundial. 

“O Cruzeiro é muito grande e tem um plano de recuperação, de construção de um novo Cruzeiro, muito interessante. Vamos trabalhar para que esse plano seja seguido com os nossos conceitos. Acredito que o Cruzeiro vive apenas um momento de Série B, mas que não ficará por muito tempo. O Cruzeiro é grande e continuará grande. Apenas atravessa um momento diferente e vamos trabalhar para mudar”, observou Felipão, hoje o treinador no momento certo para uma guinada de espírito na hora mais sombria da Raposa. 

COMO CHEGA O CRUZEIRO

Lesionados: Henrique (cirurgia no menisco), Léo (edema ósseo), Cáceres (preparação física), Giovanni (edema na coxa-esquerda). 

Covid-19: Manoel 

Suspenso: Daniel Guedes 

Quem volta: Marquinhos Gabriel (recuperado torção no tornozelo esquerdo); Paulo (recuperado Covid-19).

- Sem Manoel, o Cruzeiro terá a dupla de zaga formada por Ramon e Cacá. Já na lateral-direita, com a ausência de Daniel Guedes, o jovem Rafael Luiz será o titular, com Matheus Pereira, recuperado de Covid-19 voltando à esquerda. 

- Já no ataque, Felipão pode optar por Marcelo Moreno em detrimento de Sassá, que ainda não marcou desde o retorno ao clube. A outra opção é Zé Eduardo, que foi relacionado. 

COMO CHEGA O OPERÁRIO

Lesionado: Jean Carlo, Julinho (fratura no cotovelo)

Suspenso: Pedro Ken 

Covid-19: Rafael Chorão e Tomas Bastos 

- O técnico Gerson Gusmão terá à disposição o meia Thomaz, fora dos últimos cinco jogos com uma lesão muscular.

- Nos últimos cinco jogos, a equipe paranaense teve duas derrotas, dois empates e uma vitória.

OPERÁRIO X CRUZEIRO NA HISTÓRIA

O Cruzeiro jamais venceu o Operário na história. Os times só se encontraram uma vez, em amistoso no estádio Germano Kruger, em Porto Alegre, em 12 de agosto de 1990. O Fantasma venceu por 1 a 0. 

NÚMEROS DA PRIMEIRA PASSAGEM DE FELIPÃO NO CRUZEIRO

75 partidas
40 vitórias
23 empates
12 derrotas
- Campeão da Copa Sul-Minas 2001

FICHA TÉCNICA

Operário x Cruzeiro 
Motivo: 17ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2020
Horário: 21h30
Local: Germano Krüger, em Ponta Grossa-PR
Árbitro: Diego Pombo Lopez (CBF-BA)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos e Edevan de Oliveira Pereira (CBF-BA)
Transmissão; Rádio Super 91.7 FM e Premiere

Operário 
Thiago Braga; Sávio, Bonfim, Reniê e Fabiano; Mazinho, Marcelo, Clayton e Thomaz (Jiménez ou Lucas Batatinha); Douglas Coutinho e Jefinho (Schumacher). Técnico: Gerson Gusmão 

Cruzeiro 
Fábio; Rafael Luiz, Ramon, Cacá e Matheus Pereira; Jadsom e Filipe Machado; Régis, Marquinhos Gabriel (Maurício) e Airton (Arthur Caíke); Sassá (Marcelo Moreno). Técnico: Luiz Felipe Scolari