NO SANTA TEREZA Estudante de odontologia é preso suspeito de cárcere privado em BH; vítima diz que ‘fugiu de facção’

Jovem, de 22 anos, ficava presa na casa do namorado e só era vista com ele

NO SANTA TEREZA Estudante de odontologia é preso suspeito de cárcere privado em BH; vítima diz que ‘fugiu de facção’
A Polícia Militar foi acionada para o caso _Foto: Pixabay

Um estudante de odontologia de 21 anos foi preso por suspeita de manter a namorada em cárcere privado no bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte. A vítima, uma jovem de 22 anos vinda da Paraíba, conheceu o suspeito por meio de chats de um jogo online há cerca de um ano. Por quase duas semanas, ela permaneceu trancada na residência do companheiro, descrita como "insalubre" e "muito suja" em registro da Polícia Militar (PM). Ao relatar episódios de surtos psicóticos, a jovem afirmou temer perseguição de uma suposta "facção paraibana".A abordagem da polícia ocorreu na noite da última sexta-feira (21 de fevereiro), enquanto o estudante estava na faculdade. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi avistada através da janela com grade da casa. Ela contou que chegou a Belo Horizonte no dia 11 de fevereiro, após se relacionar à distância com o suspeito, primeiro por chats de jogos e depois por aplicativos de mensagens.

 

A jovem relatou aos policiais que foi buscada no aeroporto pelo namorado e levada à residência da família dele, no Santa Tereza. Desde então, ficava trancada no local e, sempre que saía, era na companhia do suspeito. Ela também desabafou sobre o uso de medicamentos controlados e disse já ter passado por surtos psicóticos.

 

Em defesa do namorado, afirmou aos militares que pedia para o estudante trancar a residência, pois estaria sendo perseguida por uma "facção paraibana". No momento da abordagem, o irmão do suspeito se apresentou aos policiais e ligou para o universitário, pedindo que ele voltasse para casa com a chave da residência.

Ao chegar ao local, o estudante de odontologia foi conduzido até a delegacia da Polícia Civil, acompanhado de um advogado.

 

Casal foi ouvido e liberado, mas Polícia Civil vai investigar relação

A Polícia Civil informou que o casal foi ouvido na delegacia e liberado em seguida. Segundo a instituição, um inquérito policial foi instaurado para apuração dos fatos. "A investigação encontra-se em andamento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Belo Horizonte", disse. 

 

Violência doméstica: saiba onde pedir ajuda

Ligue 180 – Para orientação às mulheres em situação de violência e denúncia

Ligue 190 – Se ouvir gritos ou sons de briga e para emergências

Ligue 192 – Para emergência médica

Disque 100 – Para casos de agressões a crianças e idosos

Defensoria Pública Especializada na Defesa dos Direitos da Mulher em Situação de Violência (Nudem-BH). Contato pelo e-mail nudem@defensoria.mg.def.br ou pelos telefones: (31) 98475-2616 / 98464-3597/ 98239-8863 / 98306-1247

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher: 3330-5752

Centro Especializado de Atendimento à Mulher Benvinda: (31) 98873-2036/ ceambenvinda@pbh.gov.br

Centro Risoleta Neves de Atendimento (Cerna): (31) 3270-3235 / 3270-3296

Casa de Referência da Mulher Tina Martins: (31) 3658-9221 ou pelo e-mail casatinamartins@gmail.com

Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (31) 3337-6996/ mariadapenha@mpmg.mp.br

Fonte: Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de BH