Mundo registra recorde de 2,4 milhões de casos de Covid-19 em 24 horas
Apesar da explosão no número de infectados devido à variante ômicron, que é altamente contagiosa, o número de mortes segue em queda
Os Estados Unidos registraram nesta segunda-feira (3) mais de um milhão de casos diários de Covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia, conforme dados da plataforma de monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O total de 1.083 948 é quase o dobro do recorde anterior de cerca de 590 mil casos estabelecido há apenas quatro dias.
Segundo as autoridades de saúde, atualmente há 103 mil pessoas internadas por conta da doença no país, o maior número em quatro meses.
As hospitalizações ocorrem principalmente entre pessoas não vacinadas. De acordo com os dados mais recentes do Centro de Controle de Doenças, até novembro, as taxas de internações eram oito vezes maiores para adultos não imunizados e cerca de dez vezes maiores para crianças com idades entre 12 e 17 anos que não tomaram as doses contra o coronavírus.
O aumento de casos e internações é impulsionado pela variante ômicron. Apesar de estudos preliminares apontarem que a nova cepa causa sintomas mais leves, ela se mostra mais transmissível e hospitais já enfrentam desafios para atender a demanda de novos pacientes.
Nesta terça-feira, o presidente Joe Biden e a vice Kamala Harris planejam se reunir com a equipe de enfrentamento ao coronavírus da Casa Branca para discutir um novo plano de ação no país.
Retorno às aulas
O cenário com mais infecções mudou os planos de distritos escolares dos EUA que programavam o retorno dos alunos para as aulas nesta segunda-feira, após as festas de fim de ano. Em alguns Estados, as aulas vão começar de forma remota, outros vão exigir dos estudantes comprovante de vacinação e até teste com resultado negativo para a Covid-19.
Milhares de escolas nos EUA adiaram o retorno após as festas de fim de ano, previsto para começar nesta semana, ou optaram pelo ensino remoto.
Mesmo com o aumento de infecções, no entanto, certas regiões decidiram manter os planos de reabertura, como a cidade de Nova York, fortemente impactada pelo atual surto e onde 1 a cada 3 testes realizados ao longo da última semana deram positivo para coronavírus, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.
As escolas de Arlington, no Estado de Massachusetts, por exemplo, mantiveram o ensino presencial, optando por liberar os alunos mais cedo nesta segunda e terça, além de realizar testes por grupos de funcionários e estudantes.
O governador Charlie Baker, que foi pessoalmente cumprimentar quem chegava à escola Saltonstall, em Salem, viu como um sucesso que a maioria dos estabelecimentos de ensino do Estado estavam abertos para o ensino presencial. "Houve todo o tipo de conversa na última semana sobre como a escola não abriria em Massachusetts hoje", contou, em entrevista coletiva. "As escolas abriram."
O Estado rejeitou pedidos da Associação de Professores de Massachusetts para manter as escolas fechadas nesta segunda para focar na testagem de funcionários. Nas últimas duas semanas, o número de casos aumentou 137% no Estado, segundo levantamento do The New York Times. (Com agências internacionais).


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