Michelle Bolsonaro fará lives semanais às sextas-feiras a partir desta semana
O ex-presidente Jair Bolsonaro também adotava a mesma prática de transmissões ao vivo toda semana; Flávio Bolsonaro faz lives às quintas
Por André Viana
BRASÍLIA - A ex-primeira dama e candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL-DF) vai começar, a partir desta sexta-feira (28/8), a transmitir lives semanais a partir do seu perfil no Instagram. A ideia é que, durante as transmissões, a candidata esteja sempre acompanhada da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que também concorre à posição de senadora. O horário da transmissão ainda não foi divulgado.
Michelle segue a receita de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a partir do seu terceiro mês de mandato realizou transmissões ao vivo todas as quintas-feiras, para se comunicar com apoiadores. A última live de Jair foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2022, uma semana antes do fim de seu período como chefe do executivo.
O enteado de Michelle, senador Flávio Bolsonaro (PL), também tem realizado lives semanais. A "Live de Quinta", como a transmissão é chamada, é divulgada pelo Youtube toda quinta-feira, a partir das 19h.
Apesar de a ex-primeira dama viver na mesma residência em que Jair Bolsonaro está detido em prisão domiciliar, é esperado que ele não tenha envolvimento nas transmissões. O ex-presidente está proibido pela Justiça de acessar a internet, usar redes sociais e utilizar telefones celulares, mesmo por meio de terceiros.
Mensagens ou manifestos do ex-presidente também não podem ser lidos ou divulgados por outras pessoas, o que inclui a sua esposa. As restrições foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Michelle Bolsonaro concorre ao Senado pelo Distrito Federal, e lidera a corrida pela vaga. De acordo com a pesquisa Quaest mais recente, divulgada na última terça-feira (25/8), ela atualmente tem 25% das intenções de voto na capital do país.
Ela é seguida pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), que busca a reeleição e está com 17%. Em terceiro lugar, está a atual deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que, segundo o levantamento, terá 12% dos votos. 9% dos eleitores dizem que votarão em Bia Kicis, aliada de Michele que está em quarto lugar.
Briga familiar
A candidatura da ex-primeira-dama foi confirmada pelo PL em 2 de agosto, durante a convenção da sigla no DF. O anúncio ocorreu em meio a atritos com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
As eleições no Ceará foram o estopim para a briga entre os irmãos Bolsonaro e a madrasta. Michelle cobrava que o partido sustentasse a candidatura de Priscila para o Senado e rejeitava aliança com Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo. Flávio, amparado pelo presidente do PL no Ceará, deputado federal André Fernandes, articulou o contrário e derrotou a ex-primeira-dama na negociação. O resultado foi a composição de uma chapa com o PL apoiando Ciro e Alcides candidato ao Senado.
Em 11 de agosto, após oito meses sem contato e uma briga pública que resultou na saída dela do comando do PL Mulher, Michelle e Flávio se reencontraram durante reunião de Flávio com candidatos do partido ao Senado Federal, em Brasília, para gravação de peças eleitorais. Na saída, Michelle lembrou que o enteado a desrespeitou, mas declarou que o rompimento é "página virada" na relação entre eles.
Desde então, porém, outro filho de Jair voltou a ter atritos com a ex-primeira dama. No domingo (23/8), Eduardo Bolsonaro repostou, em suas redes sociais, um vídeo crítico à Michelle, comentando que o conteúdo era "triste, mas verdadeiro". A situação reacendeu tensões na família, mas não teria afetado a atual relação entre Flávio e a candidata.


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