Guarda de BH abre processo contra agente preso em operação contra pedofilia

Investigação administrativa pode durar até 60 dias

Guarda de BH abre processo contra agente preso em operação contra pedofilia
Imagem ilustrativa de viatura da Guarda Municipal de BH —Foto: Videopress Produtora

Por Lucas Gomes

Publicado em 20 de maio de 2025

 

A Corregedoria da Guarda Civil de Belo Horizonte abriu processo administrativo contra o agente preso em flagrante na última semana na operação Flor de Maio, que combateu a exploração sexual infantojuvenil na internet na capital e na região metropolitana. O início do processo foi publicado nesta terça-feira (20 de maio) no Diário Oficial do Município. 

A operação Flor de Maio conduzida pelo Grupo de Atuação Especial aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em Belo Horizonte, um em Contagem e outro em Ribeirão das Neves. A operação teve a participação do Ministério Público, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte. A participação da Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte foi devido ao fato de um servidor da corporação ser um os suspeitos.

Segundo o processo administrativo, o guarda foi preso em flagrante durante o mandado de busca e apreensão porque foram encontradas imagens de cunho sexual envolvendo criança e adolescente no notebook dele. O agente será investigado por supostamente infringir nove pontos do Estatuto da Guarda Municipal. 

Ao final do processo, o agente pode sofrer advertência, repreensão, suspensão de até 90 dias consecutivos, destituição do cargo ou demissão. A lei municipal permite, ainda, que o integrante da Guarda Municipal que sofrer punição disciplinar poderá ser submetido a programa reeducativo.

O processo administrativo vai durar 60 dias e será conduzido por um subinspetor, um agente e uma agente, todos ocupantes de cargo efetivo e em exercício na Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte.