Contra o Vasco, Cruzeiro volta a mostrar que tem ótimo time titular, mas elenco ainda é frágil
Atuação deixou claro que o processo de rotação no time ainda cobra um custo tático elevado
Por :Gabriel Moraes
A partida desse sábado (29/8) em São Januário expôs mais uma vez a situação do plantel do Cruzeiro. Diante de um Vasco competitivo e empurrado por sua torcida, a opção por poupar peças fundamentais da equipe titular escancarou o abismo de rendimento que separa o "time ideal" das opções disponíveis no banco de reservas.
Quando a Raposa entra em campo com sua estrutura principal, costuma apresentar um futebol organizado e que entra em campo para vencer. No entanto, a rodagem do elenco exigida pela maratona de jogos cobrou seu preço.
Sem a presença das referências desde o apito inicial, como o volante Lucas Romero, os meias Gerson e Matheus Pereira (que entrou no 2º tempo) e o atacante Kaio Jorge, o time mineiro sofreu para criar jogadas trabalhadas e pareceu demonstrou desorganização na defesa, apesar de a dupla de zaga, João Marcelo e Jonathan Jesus, ter ido bem, como disse o treinador Artur Jorge.
Grande parte dos jogadores que entraram nas vagas dos titulares não conseguiram manter o mesmo nível de pressão na saída de bola do adversário, tampouco em qualidade ofensiva. São os casos do volante Matheus Henrique e dos atacantes Kaique Kenji, João Costa e principalmente Néiser Villarreal.
Percebendo as dificuldades e o risco iminente de derrota histórica no Rio de Janeiro, a comissão técnica precisou acionar algumas peças na etapa final. A alteração na postura da equipe foi imediata. Com a entrada de Matheus Pereira, por exemplo, o Cruzeiro recuperou o controle da posse de bola, subiu as linhas e passou a agredir a defesa vascaína com mais lucidez.
A reação na reta final serviu para confirmar que o 11 inicial tem capacidade para brigar no topo da tabela do Brasileirão, mas a sustentabilidade dessa campanha ao longo de 38 rodadas permanece sob ameaça.
Poupar jogadores é uma necessidade inescapável no calendário do futebol brasileiro. No entanto, o embate contra o Vasco deixou claro que o processo de rotação no Cruzeiro ainda cobra um custo tático elevado.


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