‘Em Minas, farei tudo para manter o PT o mais distante possível’, diz Zema

‘Em Minas, farei tudo para manter o PT o mais distante possível’, diz Zema

 

 

 

 

 

 

Por Marcelo da Fonseca

 

 

 

O governador Romeu Zema (Novo) descartou qualquer tipo de negociação ou acordo eleitoral com o PT. Em entrevista na noite desta segunda-feira (30) para a CNN, ele foi questionado sobre o fenômeno ‘Lulema’, de eleitores que apoiam o ex-presidente Lula (PT) e também sua reeleição. 

Zema afirmou que, caso reeleito, espera manter uma boa relação com o governo federal independentemente de quem for eleito, mas fez duras críticas sobre a gestão petista de Fernando Pimentel em Minas Gerais. 

“Eu fico surpreso (com o ‘Lulema’), mas o que nós sabemos é que o eleitor é pragmático. Ele vota em solução. Vota naquilo que ele vê que vai colocar comida no prato dele e gerar esperança no futuro. Meu governo tem feito isso, nós já conseguimos gerar em Minas quase meio milhão de empregos em 3 anos e meio. É muita coisa. Se continuarmos nesse ritmo, daqui a 2 ou 3 anos vou poder falar que aqui em Minas só não trabalha quem não quer”, afirmou Zema. 

 

Logo em seguida, o governador citou a aliança firmada entre o PT e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD) em Minas Gerais. Segundo Zema, não há qualquer tipo de pacto de não agressão entre o Partido Novo e o PT. 

 

“Tenho de lembrar que o PT está aliado com meu principal adversário, que é o ex-prefeito de Belo Horizonte. E o PT foi quem arrasou Minas Gerais. Se eu precisar falar algo do PT é sobre esse trabalho deplorável que eles fizeram. Não tem nenhum acordo com o PT. O que tenho feito é no sentido de evitar que a turma que destruiu Minas, e que está junto do ex-prefeito de Belo Horizonte tenha sucesso neste pleito eleitoral. A receita deles é a receita do desastre. Só para lembrar, os 853 municípios ficaram sem receber os repasses da saúde, do ICMS, do IPVA. Tivemos prefeitos que renunciaram, que adoeceram e até que se suicidaram durante a gestão petista. Aqui em Minas farei de tudo para manter o PT o mais distante possível”, disse Zema. 

Questionado sobre um possível apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema ressaltou que seu partido já lançou a pré-candidatura de Luiz Felipe D’Ávila ao Palácio do Planalto e que ele vai trabalhar para ajudar o partido. 

“Meu foco tem sido a eleição aqui em Minas e também em resolver os problemas que o PT deixou. Nós já pagamos uma parte da dívida que a gestão antiga deixou e ainda temos muito o que fazer aqui em Minas. Estou no Partido Novo e o partido tem um candidato, que é o Luiz Felipe D'ávila. Tenho lealdade no partido. Fico preocupado quando se nacionaliza uma campanha. Meu foco é consertar Minas Gerais, um Estado que foi arruinado pelo PT na última gestão. Mais de 240 mil funcionários públicos tiveram seu nome inscrito indevidamente no SPC/Serasa porque o Pimentel descontou valores dos mesmos e não pagou aos bancos. O que nós tivemos foi barbaridades. Até hoje estou pagando esses erros do passado”, afirmou Zema. 

'Zema mente'

Em nota, o ex-governador Fernando Pimentel (PT) afirmou que Zema "segue repetindo a mesma lamúria do primeiro dia após a posse" e, por isso, dá um "claro sinal de incompetência". O petista ainda alegou que o governador mente e que não "é verdade que 240 mil servidores foram para a lista do Serasa em anos passados". 

 

"Todos sabem que a sua função principal no Governo é tentar desqualificar o PT. Porque isso? Ocorre que seu partido, o Novo, de fato representa interesses que estão no extremo oposto aos defendidos pelo Partido dos Trabalhadores. A turma do Zema é aquela que apoia o Bolsonaro em todas as votações no Congresso, é a turma que votou contra o piso nacional da enfermagem, que tentou barrar a criminalização do assédio moral no trabalho, que indicou Ricardo Sales, o pior  ministro do Meio Ambiente da história, que votou contra o auxílio emergencial para artistas na Lei Aldir Blanc", defendeu.

Por fim, Pimentel pontuou ainda que o atual governo teve uma arrecadação de R$ 80 bilhões a mais na comparação com a gestão anterior, além de R$ 34 bilhões em caixa, resultado dos aumentos da energia e da gasolina. "Continua obcecado com o passado, mas não consegue explicar porque o gigantesco saldo das contas do Estado não pode ser usado pra pagar o Piso da Educação e honrar o acordo com a Segurança, enquanto amplia as isenções fiscais para os amigos", finalizou.